DIFERENÇA ENTRE AS BÍBLIAS CATÓLICA E “PROTESTANTE”
A Bíblia Protestante não possui estes 7 livros do Antigo Testamento: Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico(ou Siracides), Baruc, 1 Macabeus e 2 Macabeus. Além de alguns fragmentos de Daniel e Ester.
Quando os primeiros cristãos resolveram juntar o Antigo Testamento com os textos que começavam a ser escritos sobre a vida de Jesus e da Igreja (Novo Testamento) para formar a Bíblia, os judeus se colocaram contra e resolveram criar critérios que diferenciassem os textos sagrados antigos dos novos escritos que surgiam. Estas foram as regras definidas:
· O livro não poderia ter sido escrito fora da Terra de Israel;
· Somente em língua hebraica;
· Não depois de Esdras (458-428 a.C);
· Não em contradição com a lei de Moisés.
Assim, os judeus da Palestina fecharam o cânon (lista dos textos Sagrados) sem reconhecer livros e escritos que não obedeciam a tais critérios.
Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia uma próspera colônia judaica que, vivendo em terra estrangeira e falando língua estrangeira (o grego), não adotou os critérios nacionalistas estipulados pelos judeus de Israel. Os judeus de Alexandria chegaram a traduzir os livros sagrados hebraicos para o grego entre 250 e 100 a.C., dando assim origem à versão grega dita "Alexandrina" ou "dos setenta intérpretes". Esta tradução possuía os livros que faltam na Bíblia Protestante, pois estes ao se separarem da Igreja Católica, adotaram o cânon dos judeus de Israel como verdadeiro. No entanto, os apóstolos e evangelistas, ao escreverem o Novo Testamento em grego, citavam o Antigo Testamento, usando a tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta diferia do texto hebraico (ver Mt 1,23 quando cita Is 7,14; e Hb 10,5 (cita Sl 40,6). Esta tornou-se a forma comum entre os cristãos; em conseqüência, o cânon amplo, incluindo os sete livros já citados, passou para o uso dos cristãos.
O Antigo testamento é citado 350 vezes por Jesus e os apóstolos, sendo que 300 citações são encontradas somente na tradução Alexandrina. Ou seja, os protestantes ao se separarem da igreja fundada por Cristo, recusaram justamente os livros usados por Ele e seus apóstolos em suas pregações. É bom recordarmos as palavras de S. João, no fim do Apocalipse: "Se alguém corta qualquer das palavras do livro desta profecia, Deus lhe cortará sua parte do livro da vida e da cidade santa, e do que está escrito neste livro” (Ap 22, 19).
A maior diferença entre a Bíblia dos católicos e a Bíblia dos protestantes não está no texto bíblico, mas nas diferentes interpretações que existem. A interpretação dos católicos é uma só, no mundo inteiro, porque nós seguimos o Magistério, que é a palavra oficial da Igreja. Ao passo que os protestantes divergem entre si, porque adotaram o “livre exame”.
A paz!